De planta semicircular e disposição em anfiteatro, pelo que tem a designação de hemiciclo, tem carteiras de madeira de carvalho trabalhada ao estilo inglês, ordenadas por bancadas simples, onde se sentam os 230 deputados de acordo com os ideais da Revolução Francesa, voltados para a tribuna presidencial.
A iluminação zenital da sala é feita por uma clarabóia de estrutura em
ferro e vidro, denunciando, tal como na sala dos Passos Perdidos, as
influências parisienses vanguardistas dos arquitectos-engenheiros, amenizadas
pelo neoclassicismo lisboeta.
A decorar a sala, por detrás da tribuna da presidência, está
uma estátua de corpo inteiro representando a República, com uma esfera armilar nas mãos.
Mais acima, destaca-se uma grande luneta representando as
Cortes Constituintes de 1821 - que elaboraram a Constituição de 1822, a
primeira da história constitucional portuguesa - reunidas na biblioteca do
Palácio das Necessidades em Lisboa, onde tiveram lugar.
Por
cima de cada tribuna estão grupos escultóricos femininos, sendo os laterais
(sobre as tribunas destinadas ao Corpo Diplomático e às Altas
Individualidades).



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